sábado, 1 de agosto de 2009

Meu amigo Pedro


Muitas vezes Pedro você fala
Sempre a se queixar da solidão
quem te fez com ferro fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não

Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro, as coisas não são bem assim

Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno

Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou
Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria e a guerra é dura
Mas, se não puder cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura

Lembro Pedro aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta
E você me chama vagabundo
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas, tudo acaba onde co..me..çou

Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou a
perdição

Há tantos caminhos, tantas portas
Mas, somente um tem coração
E eu não tenho nada a te dizer
Mas, não me critique como eu sou

Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde co..me..çou

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Vinho




Maria Bethania

Por falar em prazer....
há quanto tempo, eu não vejo você
Desejo
é sentir o que eu sinto
teu corpo é um labirinto, que me deixa zonzo
e é você quem me sobe a cabeça,
como um vinho....

Ah, o seu beijo tem gosto de quero mais;
te amar é como mergulhar num mar divino,
Se bebo um pouco me acalmo,
um pouco mais me excito
se abusar, levito
e transformo o mito,
em infinito
prazer....

por falar em prazer....

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O silêncio da noite



A cidade adormece
quando vence o silêncio;
Entre nuvens a noite nasce.
Teu olhar no meu olhar...
e um calor nos aquece,
queima tal neve invernal
e perdidos num turbilhão
de sentimento imortal,
entrelaçamos nossa luz
na imensa escuridão
de um amor sem final!

por Meire Jorge

Explosão



Palavras fluem
de repente
intensamente
desesperadamente...
Arrancando do peito
dor...amor...
solidão...vibração?
Vento leva aos
ouvidos teus.
Entendidas ou não,
...complicação!!
Enigmático desejo
roubando meu sossego,
sou pura contradição
sou mistério
labirinto...
escondida num sorriso
sem explicação,
incomensurável emoção!!

por Meire Jorge

terça-feira, 28 de julho de 2009

Dimensão



a lembrança é frequente
...constante, aprisiona
meus pensamentos;
liberta a minha dor
e com ela a saudade;
abusa de meu coração,
mas o martiriza com graça..
e sou só emoções,
do corpo fundo,
ao profundo de minha alma,
sempre aflita;
ambos choram
a vontade de amar
e a algria loucamente
irresponsável de sentir;
mas ora acostumados
ao tempo e ao imortal amanhã,
cheio de promessas!
por Tadeu Paulo

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Rebirth - Angra


Renascer

Refrescante brisa de um dia de verão
Ouvindo ecos de seu coração
Aprendendo a recompor as palavras
Deixo o tempo voar

Alegres gaivotas vagam nas margens
Não soará uma só nota
Ergo minha cabeça após enxugar meu rosto
Deixo o tempo voar
Relembrando, recuando
Retornando, recordando
Uma conversa fiada da qual sente falta
Mais sagaz porém mais velho

Um líder, um aprendiz
Um leal iniciante
Um locatário de insensatez
Tão lúcido numa selva
Um ajudante, um pecador
O sorriso agonizante de um espantalho

Oh! minutos giram e giram
Em minha cabeça
Oh! meu peito explodirá
Caindo em pedaços
A chuva chega ao solo - sangue!

Um minuto para sempre
Um pecador se arrependendo
Termina minha vulgar desgraça

(e eu) vou pelos ventos de um dia novo em folha
Alto aonde as montanhas alcançam
Reencontrei minha esperança e orgulho
Renascimento de um homem

Hora de voar...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tempo



És um senhor tão bonito
És um dos deuses mais lindos
Entro num acordo contigo
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Quando o tempo for propício
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
E eu espalhe benefícios
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Apenas contigo e comigo
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Não serei nem terás sido

Caetano Veloso

segunda-feira, 20 de julho de 2009

AMIGO...



Quem tem um
tem um tesouro...
tem sorriso,
tem verdade,
tem amor
e lealdade
Mente aberta
coração pulsante
costas largas
mãos firmes.
Pedacinho de chão
imensidão de céu
adocica sorriso
seca lágrimas.
Chega sem avisar
e mesmo que
um dia se vá,
para sempre vai ficar...
como eterna
lembrança
num coração
criança!

sábado, 18 de julho de 2009

Poesia



"A poesia não está somente nos versos, por vezes ela está no coração, e é tamanha, a ponto de não caber nas palavras" (Jorge Amado)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O "QUINTO DOS INFERNOS"



Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de "O Quinto dos Infernos". Daí a expressão: "Vai pros quinto dos infernos" A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2009 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...
Para que? Para sustentar a corrupção, a incompetência, o descaso com o dinheiro público, o Senado com sua legião de "diretores", blá, blá, blá...
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!

(autor desconhecido)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Eu poderia temer tudo



Eu Poderia Temer Tudo
Eu poderia temer tudo,
Ser esmagado com o peso da tirania,
Poderia temer à beleza,
E me sujeitar à covardia

Poderia cultivar o desprezo, e matar com frieza
todos os sentimentos que posso silenciar.
Poderia ser vítima das desgraças... Do medo.
Apagar as luzes para, no escuro, seguro, me guiar.

Eu te condeno. Absolvo-te.
Culpado por um momento...
Livre dos tormentos.

Tu, fraco do temperamento, não deveria se torturar,
Quando oprime almas vulgares,
Quando se enterra vivo até os calcanhares,
E extirpa, do amor, o direito de suplicar.

De todos os crimes,
Nenhum se faz fantástico.
Nenhum se faz simples,
Apenas, são vítimas dos fracos,
Torturados na dor que não existe.

Eu poderia temer tudo,
Mas, não ficarei preso
Aos fantasmas do meu medo.

Eu poderia temer tudo,
Contudo, viveria sem caminhar
pelos perigos tortuosos, aflitos, da alma,
Dos caminhos grandiosos que me fazem amar.

Mas, enquanto eu tiver vida,
Poderei sonhar com amores imaginários
Poderei sentir a certeza reprimida,
Observar a tristeza esquecida,
Fazendo do impossível o necessário.

Enquanto eu tiver vida,
Serei escravo do crime de amar loucamente,
Que a verdade aqui fique esclarecida,
Serei teu escravo por te desejar sempre,
Eternamente. por Fábio Pimenta

Obrigada amigo...pela poesia enviada, sua amizade é sempre motivo de alegria!!

...instante único!!



Chega de mansinho
e loucamente
palavras sussurras
aos ouvidos...
Tal qual rosa
vermelha...enrubesço
Tempo eterno
num só instante!


por Meire Jorge

terça-feira, 14 de julho de 2009

Amanhã!



Amanhã será sempre
um outro dia...
sonhos...amanhã.
alegrias...amanhã.
sorrisos...amanhã.
beijos...amanhã.
amor...amanhã
Amanhã...amanhã!
Amanhã, o sol pode
não nascer,
caminho não existir,
sorriso virar lágrima,
braços abertos...
cruzarem.
Nada pode existir
amanhã.
Amanhã, pode só restar
saudade.

por Meire Jorge

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Janelas indiscretas...



Magnífica morada,
esculturalmente desejada.
Beleza ímpar!
Entradas... saídas...
labirintos escuros...
e, apenas duas,
duas pequenas,
brilhantes,reluzentes,
enigmáticas, misteriosas
e espelhadas janelas!
Por elas, é possível
ver a noite chegando,
o escuro penetrando
alma vazia...ferida.
Pedras gemem
nesta imensidão...
impregnadas por
cortinas de teias traçadas
por ilusões
que apagam luzes,
destroem sonhos!
Alguns retratos amarelados
equilibram sobre
desbotadas paredes...outros
desapareceram
feito mágica!
Janelas indiscretas...
expõem o interior ao exterior,
despertam curiosidade...
Habilidade e paciência
ingredientes imprescindíveis!
Criatividade e inteligência
também.
Afinal, adentrar neste espaço
pode levar ao cansaço!
Escondidos nos cantos
milhões de encantos.
Sementes rasgam véus
buscando incansavelmente
pela luz,
pelo calor perdido
no tempo infinito!
Lindas janelas...
dentro e fora
a vida passa!!

por Meire Jorge

domingo, 12 de julho de 2009

"Coisa"


Que coisa!

Coisa é palavra-ônibus, de omnibus, em latim, democracia total: cabe tudo.

Na palavra coisa viajam todos os significados.

Coisa é tudo: é mistério e objeto, é invisível e visível, é lugar-comum, e devora.

As coisas nadam, crescem, vibram, voam, flutuam.

Alguma coisa acontece no meu coração.

Coisa é música aos ouvidos. Coisa é notícia. Coisa é causa de tudo e de nada. O Coisa-ruim é coisa do outro mundo. E deste também. Mas isso é coisa feita. Coisas do arco-da-velha. Coisa e tal e tal e coisa. São tantas coisinhas miúdas. Coisíssima nenhuma. A coisa em si. Cada coisa em seu lugar. Não me venha com coisas. A coisa foi por água abaixo. Coisa de louco!

Muitas vezes, ao falar, usamos a palavra coisa como uma coisa que substitui todas as palavras. E o pior é que substitui mesmo. E pior ainda: todo mundo entende.

Na ausência da palavra exata, que ilumina como um holofote a coisa a ser nomeada, usamos qualquer coisa no lugar dos outros nomes, como uma vela acesa no meio do blecaute.

A iluminação é precária, mas, nas trevas da Idade Mídia (a coisa tá preta), é melhor uma coisa do que nada. E, tipo assim, a coisa se metamorfoseia em todas as coisas, e nossa preguiça verbal se sente recompensada. Há sempre uma coisa à mão para nos salvar. Coisa serve para qualquer coisa.

Nada contra as coisas, ferozes amigas, mas é que as próprias coisas têm suas leis, e não gostam de que abusemos delas.

A coisa funciona assim: a coisa aparece diante de nós, anônima, feia, bela, e não sabemos (ou não queremos buscar) o nome da coisa. E aí, vem à nossa mente: que coisa!

E a coisa se fez coisa.

O milagre da coisa. A multiplicação das coisas. O sermão da coisa. A coisa que sempre volta. Um provérbio francês: "Quanto mais as coisas mudam mais permanecem as mesmas".

O paciente diz ao médico: — Doutor, não sei, mas estou sentindo uma coisa...

Coisa do destino.

Porque uma coisa é certa: uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Até que se prove o contrário.

Mas esse papo meu tá qualquer coisa, de modo que, se for impossível dizer coisa com coisa, não pense duas vezes: vote na coisa.

Seja com a coisa uma só coisa. Coisifique-se!

De repente mil coisas!

Gabriel Perissé

sábado, 11 de julho de 2009

olhos nos olhos....



....creio que um dos problemas da escrita seja a falta da entonação da palavra dita. Muita coisa que falamos, só tem sentido se estivermos olhando para o interlocutor.

por Meire Jorge

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Clarice Lispector



"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."

Mistérios do amor...




Queira-me
Amado meu!!
Queira-me o quanto desejar
teu lindo coração.
Eis me aqui,
inteira....
Com todo meu coração
e, meu desejo de ser amada...
...amada até o infinito.
Saber como é??
...mistério...um doce mistério!
Só mesmo o amigo tempo,
Permitirá desvendá-lo.
Atenção??...dedicação...??
O amor é mesmo assim
Exageradamente consumidor
de tempo...
Mostra-se diferente
Para cada vivente...
Véu negro da visão do “eu”,
Cega olhos para o “outro”...
Ama-me simplesmente...
Permita-me enxergar
com meus olhos....
com meu coração!!!
o Amor...
que existe!

por Meire Jorge

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sem ar

...Falta-me o ar
....nos teus braços é o meu lugar!!


Meus pés não tocam mais o chão
Meus olhos não vêem a minha direção
Da minha boca saem coisas sem sentido
Você era o meu farol e hoje estou perdido

O sofrimento vem à noite sem pudor
Somente o sono ameniza a minha dor
Mas e depois? E quando o dia clarear?
Quero viver do teu sorriso, teu olhar

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplar as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar

Perdi o jogo, e tive que te ver partir
E a minha alma, sem motivo pra existir
Já não suporto esse vazio quero me entregar
Ter você pra nunca mais nos separar
Você é o encaixe perfeito do meu coração
O teu sorriso é chama da minha paixão
Mas é fria a madrugada sem você aqui,
Só com você no pensamento

Eu corro pro mar para não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplar as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz

Meu ar, meu chão é você
Mesmo quando fecho os olhos
Posso te ver

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplar as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito é mais que uma emoção
Esqueci o meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar

Aqui e ai !



Ai....
Aqui. Aqui e ai!!!
Estamos assim,
Ligados por correntes de amor.
Porém, olho pro lado e não te vejo!!
falo com você e não me respondes!!
busco teu toque... e não te sinto!!
procuro tuas palavras e não as encontro!!
...Eu imaginava ser uma flor,
sou apenas semente!
e nesta minha viagem,
necessito ainda do calor do teu corpo,
para romper os tênues limites
que prendem me aqui,
no escuro do silêncio,
a amargar este fel sulfuroso e corrosivo...
Espero pelas palavras tuas
que alimentam os sonhos meus,
como ondas eletromagnéticas,
e transportam me ao éter celestial,
...embriagando-me,
...transportando-me,
tornando o ai, aqui...
e o aqui, ai!

por Meire Jorge

terça-feira, 7 de julho de 2009

o Vento



Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante

Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!


....um vazio insiste, existe!






Num presente fugaz
o constante movimento
da realidade prende
num mosaico torto
abundância de amor!
O que foi não mais existe
insiste...
alcançando no infinito uma estrela
ou deixando um rabisco no papel!
Silenciosos sinais,
insoluveis no vazio interior
onde nem o som se propaga.
Mistura insana!
E um frio úmido
congela o coração em chamas.
É fria a madrugada sem você...
o vento traz seu cheiro
o sono ameniza a dor...

por Meire Jorge

sexta-feira, 3 de julho de 2009

"Ou Isto ou Aquilo"



Cecília Meirelles

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

terça-feira, 30 de junho de 2009

A resposta



uau!
me deixas se fôlego!
palavras me atigem como flechas certeiras e,
desejos atômicos explodem...
Libertemos então, da ditadura
de opiniões divergentes!
Que se diluam, escoando
rumo a um buraco negro...
Quero apenas você,
incandescente
paciente
integrante
amante!
Pois, quando abro os olhos
em todos os meus desertos
é você quem vejo
é teu beijo que desejo
é você quem espero
Pra muito mais
te amar!
por Meire Jorge

domingo, 28 de junho de 2009

A Lista



Composição: Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
Nunca caminho sozinha...........
....me acompanha...a solidão!!

O Medo de Amar e o Medo de Ser Livre




Beto Guedes

O medo de amar é o medo de ser
Livre para o que der e vier
Livre para sempre estar onde o justo estiver

O medo de amar é o medo de ter
De a todo momento escolher
Com acerto e precisão a melhor direção

O sol levantou mais cedo e quis
Em nossa casa fechada entrar pra ficar

O medo de amar é não arriscar
Esperando que façam por nós
O que é nosso dever: recusar o poder

O sol levantou mais cedo e cegou
O medo nos olhos de quem foi ver
Tanta luz

sábado, 27 de junho de 2009

Meu pé de Tamarindo



Tu és forte, estupendo!!
silueta peculiar...
Em dias frios,dos ventos me proteges
e se quentes, vens me refrescar
Em dias alegres, teus encantos fazes notar
e se entristeço, me lanças um olhar!!
Estás sempre
no mesmo lugar
a me esperar!
Sempre sorrindo
um sorriso maroto
e me convidando
a ficar mais um pouco.
Tu aceleras meu coração,
alteras minha respiração.
Um medo inexplicável!!
Ilusões...alimentas,
Sonhos...não os deixas desmoronar!
Dizem alguns, que és por demais
azedo, uhrrrr!!!
Ignoram o teu melhor,
O toque aveludado
teu perfume, teu frescor
.....me enfeitiças
despertas cobiça!!
Teus braços me envolvem
e em teu peito me fazes adormecer...
para nunca te esquecer!
Menina, moça, mulher
dos teus frutos
vou sempre querer
provar de colher!!!

por Meire Jorge

Gozo, mas não satisfaz



Queria ter recebido uma flor hoje
Ter ganho um beijo de amor ontem
Ter qualquer dor alguma domingo

É tudo passado, essa gente também
E fizeram o menor esforço, nem
Deixando mocinha como eu a pé

Num trem bala, chupando pirulito
Faria tudo para estar contigo
Mas eras um tanto muito aflito

Fiquei só comigo e minhas mãos
dispostas, sem quaisquer orações
criando imaginativas situações

Fiz de mim comigo tudo e mais
E mais de mim queria estar além
Porque gozo, mas não me satisfaz.
por Juliaura Bauer

Catedral




Composição: Tanita Tikaran; versão: Zélia Duncan

O deserto que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e só
Nem pude ver que o céu é maior

Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mais perto de algum lugar

É deserto onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver que o tempo é maior

Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está

No silêncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei, vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar

Solidão, quem pode evitar?
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e desagua dentro de mim
Amanhã, devagar
Me diz como voltar

Se eu disser que foi por amor
Não vou mentir pra mim
Se eu disser deixa pra depois
Não foi sempre assim

Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mais perto de algum lugar

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Hold My Hand (tradução)



Michael Jackson

Essa vida não dura para sempre (segure minha mão)
Então me diga o que estamos fazendo aqui esperando (segure minha mão)
Vamos viver melhor juntos (segure minha mão)
Melhor do que estar sozinho (segure minha mão)

Fui lá antes
E você foi lá antes
Mas juntos podemos ser fortes.
Quando fica escuro e quando se faz frio
Nós podemos apenas deitar até que venha a luz do sol

Portanto, se você segurar minha mão
Baby, eu prometo que farei tudo o que posso
As coisas vão melhorar se você só segurar minha mão
Nada pode vir a estar entre nós se você possuir, deter a minha, sem soltar a minha, segure minha mão.

As noites estão ficando mais escuras (segure minha mão)
E não há nenhuma paz interior (segure minha mão)
Então, por tornar nossa vida mais difícil (segure minha mão)
A luta contra o amor, esta noite.

Fui lá antes
E você foi lá antes
Mas juntos podemos ser fortes.
Quando fica escuro e quando se faz frio
Nós podemos apenas deitar até que venha a luz do sol

Portanto, se você segurar minha mão
Baby, eu prometo que farei tudo o que posso
As coisas vão melhorar se você só segurar minha mão
Nada pode vir a estar entre nós se você só segurar minha mão

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Coisas Que Eu Sei



Danni Carlos
Composição: Dudu Falcão


Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Eu sei!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Crazy for you



( clique no título para ouvir a música....)

Tradução...
Louca Por Você

Encontrei-me hoje
Cantando seu nome
Você diz que eu estou louca
Se eu estou
Eu estou louca por você

Às vezes
Sentada no escuro
Desejando que você estivesse aqui
Começo a ficar louca
Mas é você
Que me faz
Perder a cabeça

E toda vez
Eu estou destinada a ser
Deliberadamente sensata
Você impulsiona em minha cabeça
E me transforma
Em um monte de migalhas tolas

Me diz para correr
E eu correrei
Se você quer
Que eu pare, eu congelarei
E se você quer que eu
Que eu te deixe
Simplesmente me abrace
Junto de você, baby
E me faça
Louca por você
Louca por você

Ultimamente, no meu presente estado
Eu não posso ajudar
A mim mesma, mas giro
Eu desejo que você venha
Me girar
Junto a você

Meu Oh, meu
Como meu sangue ferve
Isso é um doce teste pra você
Me jogue no chão nu
E me deixe
Com meu melhor humor

Eu continuo tentando
Lutando
Com esses distantes sentimentos
Mas quanto mais eu luto
Mais louca eu fico

Subindo andares
E abrindo portas
Espero
Que você me ajude
A percorrê-los rapaz
Porque eu estou muito
Louca por você
Louca por você

As sem-razões do amor



Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 23 de junho de 2009

Incognitamente...Inconstante!




Nas braçadas da solidão,
me perco da minh'alma...
E como notas dissonantes
flutuo pelo espaço orbital!
A distância é longa,
e esse escarcéu diluído
no espaço, me faz
desejar teus abraços.
Efêmero, volátil,inconstante...
Nem sempre sei se estás indo ou voltando.
És uma ingógnita!
Me esquece em qualquer direção,
sem elo, sem ligação.
Vivo a vida, pela vida
num redominho fulgaz
camuflando em minha química
de encanto e magia...
sonhos e desejos...
Como se todas as partículas
do meu ser,
em teu alcatruz abrigassem
Esperando que no reencoontro
teus olhos me encontrassem!
por Meire Jorge

Diploma de jornalista




Hoje em Dia, 23/06/2009 - Belo Horizonte MG
Antônio Álvares da Silva


A recente decisão do STF, tornando desnecessária a exigência de diploma para o exercício do jornalismo, contém um erro de análise do mundo e das coisas que nele existem. A Constituição garante o exercício de qualquer profissão - art. 5º, XIII, mas ressalva que a lei pode impor condições. Esta restrição leva em conta o interesse público da profissão, as exigências técnicas para seu exercício e o significado que tem para a sociedade. Para algumas profissões, estas exigências são óbvias: não se poderia conceber que um prático operasse o cérebro de uma pessoa ou que um pedreiro fizesse o cálculo estrutural de um edifício. Outras vezes, as restrições não se ligam a impedimentos imediatos. Têm um objetivo mais amplo que diz respeito a interesses morais, políticos e sociais da vida comunitária. Exige-se então que a pessoa tenha formação que envolva valores mais altos e refinados, cuja exatidão não se mede com números, mas com habilitação cultural e humanística solidamente construída. Não se pode permitir que alguém se intitule professor de filosofia, depois da leitura de dois autores, nem de história, depois de estudar dois manuais.

É aqui que se situa a profissão de jornalista. Ele não é apenas um homem da palavra e da redação de textos que trabalha em alguma seção de jornal. A sociedade precisa de informação para tudo. O homem moderno não pode conhecer diretamente a complexidade dos dados e acontecimentos que hoje se agitam na complexa organização social em que vivemos. Por isto, tem que se servir dos órgãos de informação, ou seja, da atividade jornalística, na qual se abrigam conhecimentos técnicos, éticos e políticos, de fundamental importância e significado social, exatamente porque forma opinião e divulga a verdade. Gay Talese, o grande jornalista americano, disse recentemente, em entrevista à Veja, que o jornalismo é a mais bela das profissões, porque não esconde nem protege um mundo irreal, como acontece muitas vezes com políticos, juízes, militares, empresários e várias outras que, muitas vezes, preservam um mundo que não corresponde à realidade. Pelo contrário, o bom jornalismo expõe a verdade ao povo, com coragem e determinação. Vara a casca dos corporativismos. Desmascara governos, falsidades de ministros e falaciosas versões oficiais. Mostra realidades ocultas e subtendidas, como atualmente faz com o Senado Federal. Só mesmo uma imprensa e jornalistas livres poderiam desempenhar tão grande e significativa façanha.
Portanto, além da formação técnica, do jornalista se exige conhecimento humanístico, filosófico, político e social. Como se pode escrever sobre a reforma do Judiciário, a rebelião do Irã, o problema árabe-israelense, a crise econômica mundial se não tiver conhecimentos especializados e gerais? Como pode interpretar um fato político e social se não possuir aparato técnico e cultural para a tarefa? Estes conhecimentos, evidentemente, só se colhem nas Faculdades que são o manancial do saber puro, independente, descompromissado, holístico e completo. O conhecimento humano, principalmente nos dias de hoje, é por demais complexo para ser empiricamente apreendido. Exige esforço, dedicação e estudo. E isto só se faz com reflexão acadêmica. A inexigência de diploma banalizou a profissão de jornalista. Reduziu-a a um empirismo barato e insignificante, cuja condição de exercício será agora apenas de um estágio e um mero registro num ministério, como se tão singelas formalidades fossem suficientes para o desempenho de uma profissão tão nobre e exigente. Por que os órgãos da grande imprensa brasileira (Veja e Folha de São Paulo, por exemplo) louvaram a extinção do diploma? Se foi para baixar custos e contratar jornalistas baratos, estas empresas não enfrentarão a concorrência e em breve fecharão as portas. A razão é outra. O jornalista diplomado é um homem consciente de seus deveres. Exerce sua profissão com independência. Constitui sindicatos fortes e atuantes. Negocia coletivamente salários. Faz greve. Questiona a imprensa de interesses que age apenas como empresa, de olhos postos na vantagem econômica e não na missão social e política que dela se espera.

O jornalista diplomado e conhecedor de sua profissão divide o poder com o dono da empresa jornalística. Sua opinião tem peso. É independente. Tudo isto é visto como ameaça e está no fundo da argumentação contra o diploma pelos empregadores. O ministro Gilmar Mendes, relator do processo, deu um exemplo: um chef pode ser um excelente mestre de culinária. Mas isto não significa que toda refeição deva ser por ele feita. Se a lição for seguida, os processos não precisam necessariamente de advogados e juízes. Podem ser conduzidos por rábulas. A medicina não necessita dos grandes médicos. Pode ser exercida por enfermeiros. As grandes construções não carecem de engenheiros e calculistas. Bastam as mãos experientes de pedreiros e serventes. Então, a ciência e o saber aprofundados se tornarão descartáveis. Em nome da plena autonomia, todos estarão livres para viver na superficialidade das coisas. Fecharemos as portas da universidade para a ciência e abriremos suas janelas para o mundo do empirismo e do conhecimento sem sistema. Em nome da liberdade estaremos usando o meio mais seguro de mata-la.

Obs: Ao postar aqui o texto acima, quero deixar registrado, minha indignação pela extinção da obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Creio que tal decisão é um retrocesso na história.
Meire Jorge

A Instabilidade das coisas do mundo



Gregório de Matos

"Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza,
A firmeza somente na inconstância."

domingo, 21 de junho de 2009

Pedro, Antonio e João...



A Lua vem
vazia e fria,
Invadindo a noite enfeitada
por milhões estrelas
cintilantes, brilhantes...
e outros visitantes estranhos!
Mas vem só
Sem o Sol...
Abandonada e nua.
Por não terem o mesmo coração,
cada qual caminha
em uma direção!
Separados pelo espaço,
Separados pela distância.
Trazendo esperança
acalentando a noite;
se aquece numa
grande fogueira...
Fogueira de João!
Lá, do mais anil,
por um momento
se encanta...
quadrilhas, bandeirinhas
balões e bombinhas!
Oh! porteiro do céu
Abra a porta...
deixe o astro rei chegar!
Oh! Senhor dos enamorados,
diga onde está meu par?
....já sei!
És tu João?
quem irá anunciar?
por Meire Jorge

sexta-feira, 19 de junho de 2009

ÁGUA - RIO CAPIVARI



Desde a Antiguidade o Homem percebeu a importância da água para viver, beber, banhar, regar plantações, utilizar suas quedas para produção de energia. A medida que povoados foram se organizando, a preocupação com a qualidade da água foi ocupando seu espaço. No Império Romano, podemos observar a importância dada à água, já que a saúde do povo estava associada a ela. Relatos históricos mostram que os romanos construiram aquedutos, utilizavam a água do banho para descarga nas privadas públicas, entre outros.
Podemos observar ainda, que as escavações e perfurações no subsolo para a obtenção de água, perdem-se num tempo remoto antes do início da civilização. Tudo indica que a construção de poços, pode realmente anteceder o Homo sapiens, com os seres humanos primitivos escavando para encontrarem água, durante os períodos de estiagem, em leitos secos de rios intermitentes.
Algumas cidades tinham até sistemas de canaletas para a captação de águas pluviais, que eram armazenadas para serem usadas em cisternas.
Muitos eram os cuidados com a água. Na Bíblia, além de citações sobre a água usada para purificação(Salmos 42), em Levítico 11:32-40, 13:29-59 e 15:1-15, observamos cuidados para evitar a propagação de infecções. Esses cuidados vem crescendo ao longo dos anos, quer nas suas mais elementares atividades nos lares, quer em atividades industriais e comunitárias.Isto porque, grande parte dessas atividades tem gerado efluentes e resíduos, sólidos, líquidos e gasosos que, de uma maneira ou outra, têm seu destino final na atmosfera, nos solos e nos corpos d'água, naturais e artificiais, continentais, costeiros ou nos oceanos. Um grande número desses efluentes e resíduos constituem-se em materiais ricos em nutrientes (carbono, nitrogênio e fósforo) e contaminantes orgânicos e inorgânicos (metais e metalóides) que são os responsáveis pelos muitos males que nosso planeta vem sofrendo e, outros muitos que atingem aos homens. O excesso de material orgânico no mar leva a proliferação descontrolada de microrganismos , que acabam por formar as marés vermelhas que matam peixes e deixam os frutos do mar impróprios para o consumo do homem. O escoamento das águas utilizadas nas residências em regiões onde não tem tratamento de esgotos,a grande quantidade de lixo comercial/industrial localizado no litoral, somado ao excesso de fertilizantes, vão diretamente para rios ou vão infiltrar-se no solo e poluir os lençóis de água subterrâneos e por sua vez os rios que desaguam no mar. Este é o caso de muitos rios, entre eles o Rio CAPIVARI. Trata-se de um dos principais rios do Norte da Ilha de Florianópolis-SC. O Capivari vem sofrendo constantes agressões ambientais, como o despejo de esgoto e produtos industrializados nas suas águas. Há anos, lutamos pela limpeza dos afluentes do Rio Capivari, que por descaso dos dirigentes estavam tornando-se um lixão a céu aberto. No entanto, em Fevereiro de 2009, através do empenho de pessoas conscientes da importância das águas para o planeta, mais de 1,2 mil moradores, veranistas e/ou turistas, nacionais e estrangeiros, subscreveram uma Representação ao Ministério Público Estadual, com base no art. 5, a, da Constituição Federal, solicitando que a Prefeitura de Florianópolis fosse notificada, objetivando exercer uma fiscalização rigorosa nos hotéis e residências localizados às margens do Rio Capivari, para identificar despejos de resíduos de esgoto nas suas águas. O descaso das autoridades seria entendido como omissão, o que poderia configurar ato de improbidade administrativa e crime ambiental. Muitas ações ocorreram, uma Assembléia aconteceu, muitas pessoas participaram e diversas atividades vem ocorrendo:- Limpeza dos afluentes e do próprio rio Capivari; -Palestras e conscientização nas escolas; -Fiscalização e autuação por parte da Vigilância Sanitária; -Estudos e propostas para construção de emissários submarinos; -Implantação de um sistema de tratamento de esgotos. Embora muitas soluções sejam buscadas em esferas governamentais e em assembléias locais, no dia-a-dia todas as pessoas podem colaborar para que a água doce não falte no futuro. A preservação, economia e o uso racional da água deve estar presente nas atitudes diárias de cada cidadão. A pessoa consciente deve economizar, pois o desperdício de água doce pode trazer perigosas conseqüências num futuro pouco distante. Somos responsáveis pelo futuro do nosso PLANETA!!

Sutilmente



Skank
Composição: Samuel Rosa / Nando Reis

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
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