sexta-feira, 17 de julho de 2009

O "QUINTO DOS INFERNOS"



Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de "O Quinto dos Infernos". Daí a expressão: "Vai pros quinto dos infernos" A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2009 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...
Para que? Para sustentar a corrupção, a incompetência, o descaso com o dinheiro público, o Senado com sua legião de "diretores", blá, blá, blá...
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!

(autor desconhecido)

2 comentários:

O homem e a mente disse...

Essa do quinto dos infernos foi mesmo educativo. Muitas vezes ouvimos e falamos expressões sem saber o seu significado. Temos uma expressão que é "Grande pincel" para nos referirmos a um problema ou situação complicada. Bem, antigamente as caravelas tinham um pincel que ficava sempre submergido no mar e que era utilizado por todos para limpar o "rabo" ou "bunda" porque na época não existia papel higiénico.

Como o pincel estava sempre em água corrente, estava sempre limpo, mas falemos a sério, é repugnante não é :D

JAMES PIZARRO disse...

Ocorre que naquela época a vrilidade e o exercício da cidadania pareciam ser maiores. Hoje, o povo se contenta com "bolsa-família", "vale-gás" e outras esmolas. O povo ficou abastardado. Há uma falta de energia para protestar. O povo brasileiro ficou com vocação galinácea...pois galinha é sodomizada, bate as asas, sai cantando e ainda pede desculpas por ter ficado de costas.
É a melancólica realidade.
E ainda por cima o presidente da república reiteradamente vem a público defender ardorosamente o presidente do senado, um contumaz salafrário (outrora seu inimigo, hoje seu aliado).
É demais pro meu nariz e pro meu estômago.

Bj

JP

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